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Queda nos preços do petróleo pode fazer subir tensões em Angola - FMI

Queda nos preços do petróleo pode fazer subir tensões em Angola - FMI

O chefe de departamento de mercadorias do Fundo Monetário Internacional considerou que a descida dos preços do petróleo pode "exacerbar as tensões sociais em Angola".

O chefe de departamento de mercadorias do Fundo Monetário Internacional considerou que a descida dos preços do petróleo pode "exacerbar as tensões sociais em Angola".

"A dramática queda nos preços do petróleo está a obrigar alguns países exportadores de petróleo com um limitado espaço orçamental a consolidarem [o Orçamento], o que pode exacerbar as tensões sociais", disse o economista Rabah Arezki em declarações à estação de televisão norte-americana NBC.

De acordo com este órgão de comunicação social, "os tumultos económicos e sociais em países como a Venezuela e a Rússia - principalmente por causa da queda dos preços do petróleo - desviaram as atenções de Angola, um país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo que é o segundo maior produtor de África".

O artigo da CNBC com o título “Angola junta-se à Venezuela entre os maiores perdedores com a queda do petróleo”, diz que a situação económica angolana "não é tão má como na Venezuela, mas ainda assim é bastante má".

Para sustentar a afirmação, os autores exemplificam com a queda de 12% nas exportações, no ano passado, para 24 mil milhões dólares, levando Rabah Arezki e notar que o país enfrenta os mesmos problemas de outros países fortemente dependentes da exportação de uma matéria-prima para equilibrarem os orçamentos e garantirem o financiamento para os programas sociais e para os investimentos públicos.

Tal como na Venezuela, a crise do petróleo levou a moeda angolana a sofrer uma forte desvalorização nos últimos meses, perdendo terreno face ao dólar, com implicações significativas ao nível da política orçamental e monetária.

Angola, assim como outros países dependentes do petróleo, vão notar que pagar as dívidas vai ser mais caro, dado que as receitas fiscais do petróleo diminuem e a depreciação das suas moedas tornam a dívida, geralmente em dólares, mais onerosa, lembrava a Brookings Institution num relatório recente.

Angola colocou cerca de 750 milhões de euros em dívida pública durante o mês de Março, no mercado primário, segundo dados do banco central angolano compilados pela agência Lusa.

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